Análise: Kill la Kill IF (PS4) é competente, mas apenas para um nicho

Vladimir Machado
5 leitura mínima

Antes de começar a análise, gostaria de deixar claro: nunca assisti ao anime de Kill la Kill. Já ouvi muitos comentários positivos e animados de amigos que assistem mais animes do que eu. Atualmente eu prefiro ler mangás, mas estou só divagando. Pelo que consegui pesquisar, tanto o anime quanto o mangá saíram no mesmo dia. Tendo o anime um total de 24 episódios, e o mangá, apenas 3 volumes.

Ambientação animada

Kill la Kill conta a história de Ryuko Matoi, que busca pelo assassino de seu pai, o que a leva a um conflito violento com Satsuki Kiryuin, a presidente do conselho estudantil da Academia Honnouji e o império de moda de sua mãe (Obrigado Wikipédia).

Fiz apenas uma pequena introdução sobre a obra, pois ela influencia pouco (ou quase nada) na análise, pois vou observar apenas o jogo em si.

Quando vi que o jogo foi produzido pela Arc System Works, eu fiquei no mínimo tranquilo, pois é a empresa responsável por dois dos melhores jogos de luta da história: Guilty Gear e BlazBlue. Gosto muito dos dois, então não vou eleger o melhor. Logo, o que eu poderia esperar desse jogo é: ação frenética, jogabilidade precisa e facilidade em fazer combos. E dito e feito. Kill la Kill é exatamente assim: um jogo rápido com controles precisos e uma facilidade absurda de emendar combos.

Sou um bom jogador de jogos de luta, e em jogos assim eu consigo fazer pequenos combos de 7, 10 hits, mas neste caso em especial eu cheguei a fazer combos de 30, 36 hits com uma facilidade absurda.

Porradaria desenfreada

Como havia dito, os controles são extremamente precisos e respondem instantaneamente. Tendo apenas dois botões de “ataque”, você consegue, com certa facilidade, emendar muitos golpes.

Segurando o L1 e apertando algum dos botões de ataque, você faz um movimento especial que arranca mais dano do inimigo. Há também a combinação L1 + R1, que ativa um ataque especial onde você e o adversário fazem uma disputa. Quando este modo é ativado, os personagens batem de frente, tal qual como a entrada dos lutadores em Dragon Ball FighterZ, e o jogo para. Neste instante aparecem 3 botões para selecionar, sendo um mais forte do que o outro, como em uma disputa de “pedra, papel e tesoura”.

Pouca roupa me parece normal neste mundo

A versão testada foi a de PS4. Os gráficos emulam bem como é a animação do desenho (pelo menos foi o que pude constatar ao assistir um pedaço do primeiro episódio), mas fica bem aquém da capacidade de um PlayStation 4. Ok, eu sei que eles tentaram ser o mais preciso possível com o anime, mas parece gráfico de PlayStation 2. Mas tudo bem.

Há também um pequeno problema durante o jogo. Durante o modo história há lutas em que você precisa derrotar de 10 até 30 inimigos “ao mesmo tempo”. Quando temos uma porção grande de inimigos na tela, o jogo costuma “bugar” e o inimigo começa a cair, devagar. E a câmera foca no adversário e fica assim até ele aterrissar.

Rachaduras

Um dos pecados do jogo é ser curto e não ter muitas opções. E o modo história é curto, mas compensa por ter duas visões: a de Ryuko e Satsuki. No geral você tem o modo história, versus (aqui dentro tem o modo online), praticar e galeria. E só. E no modo versus tem pouquíssimos personagens disponíveis, tornando um jogo bem curto e repetitivo, apesar da jogabilidade ser competente.

Considero Kill la Kill um jogo de nicho, onde apenas os fãs mais fervorosos desse anime/mangá considerarão continuar jogando. A franquia é bem pequena e não tem força o suficiente para continuar na ativa. É o tipo de jogo que você joga umas duas, três vezes e já considera vender.

Para os fãs brasileiros, uma péssima notícia: o jogo não está disponível na PSN. Se você quiser baixar a versão digital, somente trocando a região do seu console. E a versão de PC está um absurdo, custando 40 dólares. Depois, pesquisando mais, descobri que a versão física deste jogo para o console da Sony está na faixa de R$ 250. Um preço alto para um jogo curto e repetitivo.

Análise produzida com cópia digital cedida pela Arc System Works

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