Análise: Shantae and the Seven Sirens (Switch) – A fórmula da diversão

Por Jason Ming Hong

Shantae está de férias com seus amigos em Paradise Island, e tudo vai bem até que ocorre um sumiço das meio-gênios que estavam no local.

Shantae é um clássico metroidvania – uma mistura de Metroid e Castlevania -, o famoso termo usado para jogos que fazem com que o jogador revisite locais que inicialmente eram inacessíveis.

Tendo seus primeiros títulos lançados no Game Boy Color, a franquia consegue se sustentar até os dias de hoje através de alguns elementos que serão citados nesta análise. Shantae and the Seven Sirens foi o primeiro jogo da meio-gênio com o qual tive um contato verdadeiro. Anteriormente, joguei o Shantae: Half Genie Hero, que por conta de algumas ressalvas, como o cenário 3D.

Historiazinha

Férias, só que não

Depois de ser convidada para passar umas férias com amigos em Paradise Island, Shantae ingressa numa apresentação em meio a um festival de meio-gênios que está acontecendo na ilha durante sua visita.

Acontece que, em meio ao evento, todas as outras participantes acabam desaparecendo sem maiores vestígios. Por isso, cabe à nossa protagonista descobrir o que houve com suas companheiras de palco.

O enredo é sempre dado por meio de diálogos tidos com outros personagens, às vezes apresentando uma animação – muito bem feita por sinal – para acompanhar a contação de história. Apesar de bastante simples e básica, a trama consegue fornecer recompensas ao jogador quando ele encontra as outras garotas que Shantae está procurando, o que o instiga desbravar Paradise Island cada vez mais.

Gameplay funcional e estimulante

Como não pode faltar num metroidvania, Shantae and The Seven Sirens disponibiliza habilidades para a protagonista conseguir acesso aos locais impossíveis de se alcançar no começo do jogo. E isso acontece de forma divertida, ao mesmo tempo em que avançamos na história e cumprimos os objetivos estabelecidos.

As novas habilidades se dão por meio das transformações em animais que recebemos ao longo do enredo, permitindo feitos como um dash que faz com que Shantae grude e escale paredes, ou perfurar locais onde a terra impede sua passagem para alcançar certos itens e lugares importantes.

De forma muito bem bolada, derrotar inimigos pode garantir, além de itens, cards para serem equipados e adicionar até três atributos diferentes em Shantae. Acontece que é necessário um número específico de cards para, assim, os equipáveis se tornarem possíveis. Por isso, o estímulo de sempre estar eliminando as ameaças, em qualquer lugar que você esteja, é bem grande e recompensador.

"Argh, estes problemas de game design!"

Poderia mudar aqui e ali

Um problema que talvez faça com que jogadores menos acostumados com o estilo sofram fica por conta da falta de localização do próximo objetivo no mapa. Sei que é algo que nos deixou mal-acostumados em jogos modernos, mas confesso que às vezes fiquei vagando no cenário porque não sabia exatamente em qual direção ir.

Poucas missões colocam pontos de referência para que o jogador possa se guiar, por isso é comum ficar perdido em Paradise Island devido à falta de uma navegação melhor pelos cenários.

Subindo na vida

Uma boa porta de entrada para a franquia

Shantae and the Seven Sirens é o primeiro jogo da meio-gênio que me fez jogá-lo “de verdade”, e se mostrou um excelente título de plataforma com elementos de RPG.

A história e as mecânicas instigantes foram um ponto-chave para que isso acontecesse, por isso acredito que o jogo mais recente da simpática personagem é uma excelente chance de ganhar novos fãs e curiosos para a franquia Shantae como um todo.

Análise feita com cópia digital cedida pela WayForward

Revisão: Felipe Castro

Jason Ming Hong

Gamer desde o 1 ano de idade segundo meus pais. Jogo de tudo, porque o importante pra mim em um jogo é divertir. Gosto de jogos com uma boa história, investimento em gameplay sólido e, se rolar, um co-op de sofá. Também sou UX/UI designer, aquela galera moderninha que faz coisas pensando em quem vai usar.

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