Prévia: Dungeon Defenders: Awakened – de volta às origens

Por Vinícius Rutes

Confira a nossa prévia do novo título da franquia Dungeon Defenders!

Ao olhar a lista dos últimos lançamentos, é difícil encontrar um bom tower defense. Esse gênero que consiste em montar defesas, proteger uma “torre” e enfrentar hordas de inimigos é bem comum nos celulares, então certamente você já jogou algo do tipo, como Plants Vs. Zombies ou Kingdom Rush. Porém, existem poucos jogos que realmente se destacam. Mas, se embarcarmos no trem da nostalgia, encontramos jogaços como Orcs Must Die (tanto o primeiro quanto o segundo), Sanctum 2 e, é claro, Dungeon Defenders.

Histórico da série

Lançado em 2011, o Dungeon Defenders original inovou em vários aspectos, mesclando RPG com ação e, obviamente, tower defense. Seja com o sistema de habilidades, os diferentes heróis, ou a vasta quantidade de equipamentos e atributos, o jogo conquistou inúmeros fãs que acumularam centenas (/milhares) de horas nas suas masmorras. 

Alguns anos depois, seguindo algumas tendências do mercado, a empresa apostou num molde de jogo gratuito, com um longo período de acesso antecipado e as famosas microtransações. O resultado não foi muito bonito. Essa introdução pode não fazer juz à qualidade de Dungeon Defenders II, visto que algumas pessoas realmente gostaram das mudanças, mas a tendência é clara: a série enfraqueceu e muitos jogadores saíram.

Com outros tropeços no meio do caminho, como o lançamento mais que conturbado de Dungeon Defenders: Eternity, a Trendy Entertainment se viu em uma situação muito complicada. Após uma reformulação da empresa, a nova Chromatic Games pretende resgatar o coração dos fãs com um novo título: Dungeon Defenders: Awakened.

Novos velhos ares

Considerando o cenário dessa franquia, a escolha por esse jogo é muito segura. De um lado os desenvolvedores estão mostrando comprometimento total em entregar o que os fãs querem (no caso, mais da genialidade do primeiro jogo) e, de outro, eles pretendem elevar o patamar já estabelecido. Segue abaixo o primeiro trailer:

Esse vídeo, que foi divulgado em conjunto com a página no Kickstarter, pretende sanar as principais dúvidas dos jogadores e dar início ao hype. Dentre as várias informações disponibilizadas pelos desenvolvedores, os destaques são: presença no Switch, splitscreen co-op para até quatro jogadores, funcionalidades para os Joy-Cons da Nintendo, suporte para jogatinas online e offline, rebalanceamento geral das mecânicas do primeiro jogo, Unreal Engine 4 e tradução em português!

Desconfiança + Kickstarter = ?

Devo confessar que a minha primeira reação ao saber que eles iriam lançar um novo jogo, mas estavam pedindo dinheiro no Kickstarter, foi negativa. Foi só depois de entender melhor a reestruturação da empresa que a escolha começou a se justificar. É interessante, e dá uma certa confiança ver que eles vão lançar um “spin off” antes de adicionar o número 3 a um título: isso mostra segurança no primeiro passo da empresa.

Cabe a cada um julgar se o seu dinheiro deve ajudar o desenvolvimento desse jogo. Mas, ao que tudo indica, ele será financiado por essa campanha, visto que em menos de quatro dias a marca de 50% dos U$ 250,000 já foi superada. Ao fim da campanha de financiamento, o total arrecadado superou todas as expectativas.

Tic toc

Enquanto o período de campanha passa, as expectativas irão flutuar muito até a chegada do primeiro beta, no PC, que está previsto para o fim de 2019. Mas agora, com o último Indie World da Nintendo, ficamos sabendo que o jogo será oficialmente lançado em fevereiro de 2020, exclusivamente para o Switch e PC e, depois de um tempo, será lançado para o PS4 e Xbox One.

E, caso você nunca tenha ouvido falar desses jogos, ou simplesmente nunca jogou, agora é uma ótima chance de conhecê-los! 

E quanto a você, caro leitor, ficou animado com o anúncio, ainda está amargurado, ou nem conhecia Dungeon Defenders? Fala pra gente aí nos comentários!

Vinícius Rutes

Vinícius Rutes é graduando em Letras - Português na UFSC, onde pesquisa sobre Literatura Digital, tecendo teorias sobre a literariedade em jogos. Quando ele não está escrevendo sobre jogos na academia, está rascunhando algo para a CBG (ou, é claro, jogando)!

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